631200_npadvhover

Sentimos FRUSTRAÇÃO quando uma expectativa relativamente a um desejo a realizar não se concretiza; ou seja, é aquilo que sentimos quando algo que queremos ou que esperamos não acontece. Essa não satisfação do desejo gera uma sensação de tristeza, angústia, aborrecimento ou, em alguns casos, de desespero ou zanga, entre outras emoções.

Quando uma expectativa é frustrada, existe a adopção de posturas diferentes e determinantes quanto ao nosso crescimento pessoal:

Há quem lide com os sentimentos de tristeza associados acumulando-os, fazendo com que estes tomem dimensões cada vez maiores, o que propencia a tendência para a desistência fácil e, no extremo, pode também levar a isolamento e a depressão;

Mas há sempre a opção de escolher, perante a frustração, um caminho de permanente receptividade à mudança e readaptação, adoptando atitudes de abertura à implementação de novas estratégias, diferentes das que levaram à frustração da nossa expectativa inicial. A questão não é, pois, evitar frustrações; a questão é desenvolvermos a nossa capacidade de reflexão acerca do quanto as frustrações nos podem ajudar quanto à melhor forma de nos adaptarmos às permanentes mudanças que surgem inevitavelmente no dia a dia.

A hipótese para começar a desenvolver esta capacidade de procurar saber lidar o melhor possível com as frustrações surge nos primeIros anos de vida –  por exemplo, uma criança super protegida pelos cuidadores, cujos desejos foram sempre imediatamente satisfeitos pode ter muita dificuldade em compreender a realidade da vida adulta, onde o desejo, a satisfação e o prazer estão cada vez mais distantes e exigem cada vez mais trabalho e dedicação. Como tal, uma criança assim pode tornar-se um adulto que desenvolve com facilidade estados depressivos, crises emocionais por razões ínfimas, manifestando-se constantemente insatisfeito.
É importante preparar uma criança para a forma como lida com as suas expectativas, para que, com o passar do tempo, consiga perceber e aceitar que nem todos os seus desejos poderão ser satisfeitos e que as frustrações são uma parte inerente e enriquecedora da vida adulta. Conseguir encarar as frustrações com realismo e adoptar atitudes de resiliência e de adaptação é um passo essencial para o nosso crescimento pessoal e, consequentemente, para o nosso equilíbrio e felicidade.

Teresa Feijão