Num percurso pelo qual optamos para atingir o/os nosso/os objectivos, é importante considerar o número de vezes que eventualmente nos confrontamos com momentos de frustração. É perfeitamente normal que surjam momentos desses – eles não devem ser entendidos como um sinal para desistir mas sim como momentos de aprendizagem para considerarmos acções e pensamentos diferentes daqueles que culminaram nessa frustração. Isto é compreensível, pois um mesmo plano de ação e reflexões iguais darão naturalmente origem aos mesmos resultados. Se queremos crescer e aprender deveremos estar disponíveis para agir e analisar as situações e comportamentos com flexibilidade e resiliência. Um pensamento e postura ativos, impulsionados por idealizações passíveis de serem alcançadas de acordo com o que temos e com o que somos, contribuí continuamente para o nosso crescimento pessoal e emocional.
Contudo, se os momentos de frustração para conquistar um determinado objectivo são constantes, mesmo perante diferentes planos de ação e diferentes análises e pensamentos, então já não será suficiente alterar a estratégia para a concretização -tem é que se pensar em alterar o objectivo final! Insistir perante tais circunstâncias seria apenas alimentar ilusões e perder tempo! Por isso, em situações de persistência continua de frustração surge DESILUSÃO e tal exige, não mudança de estratégias, mas a mudança do Objectivo.
Só assim poderemos reduzir e evitar, num percurso pelo qual tenhamos optado, sentimentos de ansiedade, angústia, resignação, desmotivação e tristeza. Esta análise mais lógica e simples da realidade, para além de enriquecer a nossa Inteligência Emocional, fornece-nos uma maior adaptabilidade e resiliência face às situações inesperadas que a vida nos oferece constantemente e contribuí para uma maior probabilidade de equilíbrio e felicidade no nosso dia-a-dia e na conquista daquilo que mais queremos.
Teresa Feijão
