Todos nós em algum momento das nossas vidas já nos deparámos com dificuldades para realizar os nossos sonhos. A maioria das pessoas apenas sonha mas não põe em prática as acções que viabilizam a concretização dos seus objectivos. Um dos principais motivos para que isso aconteça é não saberem definir as suas metas em função do que realmente querem.
“Para quem não sabe para onde vai, qualquer caminho serve.”(Lewis Carroll)
É por isso tão importante a criação de um plano de acção para atingir os nossos objectivos. Definir objectivos é apenas uma parte do processo, pois sem a definição de um plano de ação, dificilmente serão atingidos. É como ter um destino mas não ter um mapa ou GPS para lá chegar. Os objectivos dizem-nos onde queremos ir, mas o plano de ação diz-nos como lá chegar. Como acontece também numa “caça ao tesouro”: O nosso Tesouro, que são os nossos objectivos, implica um mapa que nos indique os melhores caminhos para o descobrir!
Neste processo de definição do plano de ação, é importante que esse mesmo plano seja desafiante para quem o elabora. Faz parte do crescimento pessoal e aprendizagem de cada indivíduo e só poderá ser elaborado pelo próprio!
Um plano de ação não tem que estar completo até à perfeição na primeira vez que é feito. Normalmente o que acontece é que a primeira tentativa de criar um plano será vaga e incompleta. Mas isso é normal. Os planos de ação devem ser flexíveis, já que serão provavelmente actualizados constantemente enquanto nos deslocamos em direcção à conquista da nossa meta principal. Não se resolve um problema com um pensamento igual ao que gerou o problema. Daí que, no momento de começar a criar um plano de ação para atingir determinado objectivo, é importante “pensar fora da caixa”: qualquer solução eficaz exige pensar de outro modo, procurar respostas e acções diferentes. A Vida é dinâmica e após elaborado o plano é essencial o seu acompanhamento e reavaliação a cada etapa do processo – caso percebamos que não estamos a obter os resultados pretendidos, é importante avaliarmos os motivos e adoptarmos novas estratégias. 
Devemos, portanto, criar no nosso plano de ação uma série de passos necessários para alcançar essa meta e de acordo com a nossa Identidade, Valores e Missão. Pensemos nisto como uma forma de chegarmos ao nosso “Tesouro”: A nossa meta final é chegar ao nosso “Tesouro” mas o que fazemos para lá chegar é o nosso plano de ação. Quando completarmos o plano, alcançaremos o nosso Objectivo.
Daí ser sempre muito importante considerarmos nas acções com as quais nos comprometemos: o “O QUÊ”, “COMO”, “QUANDO”, “PORQUÊ”, “ONDE” , assim como os “GANHOS” obtidos com os resultados de cada acção (que servirão como estímulos para o seguimento do processo).
Juntamente com o plano de acção é também excelente usar a visualização do que gostaríamos de atingir no final, para ajudar a clarificar na nossa mente o que é que queremos alcançar exactamente. Isto pode significar simplesmente pensar nessa imagem mental durante uns minutos e imaginá-la cumprida. Isto permite-nos programar as nossas metas mentalmente, aumentando assim a probabilidade de as podermos alcançar.
Após a elaboração do plano de acção, há então que ser persistente para atingir o resultado que tanto queremos.
Esta é a etapa mais desafiadora, pois é aqui que surgem os “sabotadores”, as desculpas, a preguiça, outras coisas “urgentes”, que nada mais farão do que impedir o nosso foco.
Por isso, muita atenção neste momento! A maioria das pessoas que não consegue concretizar objectivos falha nesta fase porque não agem. A grande chave do sucesso na execução é a capacidade de treinar o cérebro para adoptarmos uma nova postura e isso só acontece com treino e persistência. O simples facto de ter o plano de acção detalhado não produz por si só resultados. É imprescindível AGIR!
Teresa Feijão