A ansiedade é, sem dúvida, um dos grandes problemas da atualidade. Diariamente, as pessoas enfrentam problemas que podem deixá-las tensas e ansiosas. A luta pela sobrevivência e adaptação contínua, a pressão e o stress da vida moderna, as preocupações financeiras, as preocupações com afectos e amizades, a auto-exigência e a competitividade são fatores mais do que suficientes para gerar esse estado emocional de inquietação frequente.
A principal característica da ansiedade é uma sensação de excitação, uma aceleração do pensamento como tentativa de fuga do “perigo”, do desconhecido e das incertezas, numa procura de controlo da situação em causa e de regresso a uma sensação de tranquilidade e de conforto. Pode surgir perante situações novas e desconhecidas (reais ou imaginárias) sentidas como ameaças ao bem estar físico ou emocional; perante preocupações e conflitos desafiantes e/ou aparentemente insolúveis; ou ainda perante uma situação que envolva um grau de afectividade significativo.
Sentir ansiedade é normal e necessário, uma vez que nos prepara para enfrentar as dificuldades e os perigos da vida, contribuindo para nos ajudar na tomada de decisões e no passar à acção. Contudo, quando se torna excessiva, pode levar a problemas físicos e comportamentais, prejudicando o desempenho e levando a sofrimento psicológico. Como tal, a ansiedade patológica caracteriza-se
por uma elevada intensidade e uma duração prolongada. E em vez de contribuir para ajudar a gerir o problema, dificulta ou impossibilita a sua resolução. A partir daqui podem surgir quadros psicopatológicos de Transtornos de Ansiedade: Síndrome do Pânico, Fobias, Transtornos Obsessivo-compulsivos, entre outros.
A ansiedade pode envolver sintomas, tais como: respiração ofegante; pulsação acelerada; palpitação ou taquicardia; tensão muscular; boca seca; suor excessivo; tremores; sensação de “nó na garganta”; aperto no peito; problemas gástricos e intestinais; náuseas; insónias.
O que podemos então fazer para gerir a ansiedade?
Teresa Feijão