A ansiedade é, sem dúvida, uma das principais consequências da fase difícil que todos estamos a vivenciar. Diariamente, as pessoas estão a enfrentar situações e/ou a receber notícias e informações que as deixam tensas e ansiosas. A luta pela sobrevivência, as limitações e adaptação contínua à necessidade de isolamento, a pressão e o stress face ao assustador momento actual e as preocupações financeiras são fatores mais do que suficientes para gerar esse estado emocional de angústia. A principal característica da ansiedade é uma sensação de inquietação, uma aceleração do pensamento como procura de fuga do perigo, do desconhecido e das incertezas, numa procura de controlo da situação em causa e de uma tentativa de regresso a uma sensação de tranquilidade e de conforto. A ansiedade pode envolver sintomas, tais como: respiração ofegante; pulsação acelerada; palpitação ou taquicardia; tensão muscular; boca seca; suor excessivo; tremores; sensação de “nó na garganta”; aperto no peito; problemas gástricos e intestinais; náuseas; insónias.

Esta pandemia mundial e suas consequências sociais e económicas afecta fortemente o nosso bem estar físico e emocional. Sentir ansiedade é normal e necessário, uma vez que nos prepara para enfrentar as dificuldades e os perigos da vida, contribuindo para nos ajudar na tomada de decisões e no passar à acção. Contudo, quando se torna excessiva, pode levar a problemas físicos e comportamentais, prejudicando o nosso raciocínio, desempenho e levando a sofrimento psicológico. O panorama mundial actual pode, sem duvida, levar muitas pessoas a momentos de ansiedade excessiva, a qual pode correr o risco de se tornar patológica devido à elevada intensidade e à duração prolongada. E, se assim for, em vez de contribuir para ajudar a gerir o problema, dificulta ou impossibilita um melhor controlo e manutenção. A partir daqui podem surgir quadros psicopatológicos de Transtornos de Ansiedade: Síndrome do Pânico, Fobias, Transtornos Obsessivo-compulsivos, entre outros.
O que podemos então fazer para melhor gerir a ansiedade?
Teresa Feijão